[Resenha] Deus do Rock - Trilogia dos Deuses, vol. 1 - Gisele Souza

Para viver um grande amor, você se condenaria ao inferno?

Com uma vida cercada de privilégios, riqueza e poder, Apolo, o filho prodígio de Zeus, é um homem determinado e acostumado a ter tudo que deseja. O poderoso deus do sol tornou-se também o deus do rock. Sua herança seria o trono do Olimpo e foi nisso que regeu sua vida, sempre à disposição, esperando, aprendendo, obedecendo.

Contudo, o destino ainda o colocaria à prova, talvez a doce Angélica fosse apenas um teste de força, uma tentação que ele precisava resistir. Só que, ao ver os olhos daquela menina tímida, perdida nos bastidores do show business, ele já havia perdido a batalha.
Agora restava apenas vencer a guerra para viver seu grande amor. As garras afiadas das Moiras não lhe dariam trégua, um mal precisava ser feito para o bem vencer. Alianças serão travadas, amizades destruídas, a confiança será quebrada... Uma união de corpo e alma que acarretará num conflito entre deuses e mortais, um jogo de poder que poderá custar muito mais que a imortalidade.
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Oi, gente!

Pensando que finalmente me rendi a um rock star? Não, não foi dessa vez. But (mas) me rendi a um deus roqueiro e não, não é a mesma coisa. Lembro-me de ter lido este livro quando a autora postava no Wattpad, gostei, mas só gostei, sabe? Só que existe o ditado que diz: Leu errado, lê de novo. Foi o que eu fiz. Me pergunto onde bati a cabeça para não lembrar que a historia era tão linda, que a escrita da Gisele Souza era tão encharcada de sentimentos, sentimentos esses que mexem com as nossas emoções. Tudo isso com sensibilidade, carinho, amor e um pouco de humor. Vem cá que te conto mais na resenha.

Deus do Rock é o primeiro livro da trilogia Deuses. Ele conta a história do Apolo, o deus do sol da mitologia grega, e Angélica uma jovem que desde pequena lida com a rejeição, abandono em um mundo regado a drogas, álcool e rock and roll.


A vida de um deus não é tão fácil como todos pensam (quer dizer, é um pouco), não quando você é filho de Zeus, um deus cruel, autoritário e vil. Apolo já estava entediado da inercia, os humanos já não acreditavam tanto no poder da divindade e isso enfraquecia os deuses do Olimpo, até que as Moiras (as Satanáries) concedem que elementos da terra se tornem fonte de alimentação desses deuses. Apolo escolhe a música e logo se identifica com o rock. Ele passa anos e anos observando as bandas de rock, até que dentre essas observações uma se destaca, a UnderWorld. Reconhecendo não somente o talento singular de cada integrante, mas também da bela jovem que se esconde nos bastidores.

Angélica cresceu em meio a turnês, show’s, seu pai era integrante de uma banda de rock e sua mãe uma groupie que conseguiu engravidar do vocalista da banda. Sua única fonte de amor e afeto era seu irmão mais velho que a protegia de tudo e todos. Após a morte dos pais, apesar das dificuldades, Gui e Angel conseguiram tocar a vida, ele montou uma banda e ela ficava nos bastidores, protegida, sem ousar contrariar seu irmão (que era superprotetor, com razão, ainda mais ela sendo menor de idade), mesmo sua vontade sendo pegar uma guitarra e brilhar.

O tempo passa e a UnderWorld ascende em direção ao topo, porém, devido a alguns conflitos, eles perdem o vocalista. Então, Apolo vê ai a chance de se aproximar (da sua crush — queria eu ter essa coragem), mesmo que para isso ele vá contra as regras do seu pai.

O primeiro encontro dos dois é musical, ao som de Guns N’ Roses. É sexy e intenso. Apolo está determinado a tê-la pelo tempo que lhe for concedido, e sem poder usar seus poderes (para não chamar a atenção do seu pai), ele irá ralar para poder conquistar o coração dessa loira. Foi difícil para Angélica resistir aos encantos desse deus do Rock, sua voz, seu canto, seu jeito, tudo a enfeitiçava, a envolvia. Se apaixonar pelo Apolo foi fácil, só que ela não contava que ele carregava uma bagagem que ia além que seu entendimento.

O ambiente mitológico que a autora cria é maravilhoso. A Gisele faz do cenário mitológico a sua casa, percebe-se como a autora fica a vontade. Ela faz uma vitamina com os fatos e transforma a mitologia grega a sua própria forma.


A historia é narrada em primeira pessoa e intercalada nas visões dos protagonistas, porém, em alguns capítulos aparece a narração de um personagem secundário. Vocês sabem que odeio isso, me irrita muito, entretanto o personagem escolhido, Hercules, me conquistou tanto, mas tanto que eu ficava ansiando por mais um capitulo dele.

A autora enche o enredo e a narrativa de sentimentos, sentimentos tão fortes que houve várias cenas que arrepiaram até as sobrancelhas, fazendo um bando de borboletas se agitarem no meu estomago.


A única coisa que senti falta foi um pouco mais de maldade. Como assim? Vou explicar: O enredo é complexo por se tratar de uma trilogia e sim, para ler o segundo você precisa ler o primeiro, pois apesar de trocar de protagonistas, um livro se encaixa no outro, com isso Deus do Rock é a primeira peça do quebra cabeça, e mesmo que os protagonistas sejam mais de um ou dois, o vilão é o mesmo. E por se tratar de fantasia, faltou aquele “Q”. Zeus praticava atos de maldade, mas, não me convenceu da sua natureza maligna, pelo menos não tanto quanto as Moiras, essas sim, eram perversas, cínicas e cruéis.

Claro, isso não descaracterizou a história, eu só queria um pouco mais de maldade. Sou sádica? Só um pouco (hahaha).

Eu amei o livro, o enredo, os personagens tanto que assim que finalizei Deus do Rock, corri para ler Deus do Submundo, que é o segundo livro da trilogia.

Super recomendo.

Espero que tenham gostado.

Beijos e um queijo mineiro!


Até a próxima!


2 comentários:

  1. Oi, Elen!
    Sua resenha me deixou mais ansiosa pela leitura. Aproveitei que o livro está no kindle unlimited e selecionei *-*
    Beijos
    Balaio de Babados
    Promoção Quatro Anos de Minhas Escrituras

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  2. Ahhhh gente! Como eu estava ansiosa por essa resenha, acompanhei a sua leitura pelo face e me diverti um monte rsrs
    Obrigada pelo carinho, Elen! Muito feliz que se encantou por Apolo e esses deuses lindos. A resenha ficou simplesmente maravilhosa! Confesso que sou muito boazinha, mas isso mudou um pouco com Hades né? hehehe
    Obrigada linda, mil beijinhos <3

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