[Estante Digital] Série Matarana - Janice Diniz

Oi, gente!


O post hoje vai ser um pouquinho diferente. Vou tentar fazer uma resenha tripla. Por quê? Simplesmente, porque quando me aventurei na leitura do primeiro livro dessa série, o objetivo era ler somente três capítulos, só para poder sentir o gostinho. Então fui pega na minha própria armadilha, pois ao invés de ler os três capítulos, acabei lendo os três livros em 12 horas. Pensem ai! Mereço ou não mereço entrar para o Guiness Book? Só que o mérito não é somente meu não, a culpa é da Janice Diniz que nos envolve e nos aprisiona na sua escrita. É quase impossível soltar esses cowboys. 

       Série Matarana // Janice Diniz // Romance Adulto Contemporâneo //  Skoob // Compre aqui



Bom, se leu a resenha do primeiro livro da série Cowboys de Santa Fé, Profundo Amor (leia aqui), pôde perceber a paixão que adquiri pela escrita da autora. Só que por burrice — não vejo outro termo — acabei deixando para depois essa série. Minha gente tem coisas na vida que a gente faz com que a vontade seja de se afogar.  E deixar pra depois essa série foi uma dessas coisas.


A série começa com Terra Ardente.

Karen tem má fama na cidade. Envolvida com corridas de cavalo, dívidas que podem levá-la à falência e uma vida afetiva que segue a regra dos três encontros e nunca mais, ela não pode fracassar. No seu encalço, dois fazendeiros ambicionando tomarem-lhe a propriedade. Com a vida em risco e sozinha num lugar hostil, ela tenta sobreviver e cuidar da avó e do filho. Se for preciso, seduzirá o delegado de polícia de Matarana para protegê-la – um caubói da lei que se comporta como um xerife durão do velho-oeste americano. Mas Karen não é a única mulher em apuros. A jornalista Nova Monteiro investiga um latifundiário suspeito de aliciar trabalhadores. Abandonou o sudeste para ficar ao lado do homem que ama desde a infância. Um amor que tem tudo para não se concretizar. O que Nova não sabe, porém, é que, segundo boatos, a chuva de cinzas na estação do estio não é somente das queimadas, mas também dos corpos dos forasteiros que se metem com os poderosos da região. Assim, ela faz duas descobertas: que luta pela causa errada e que o amor verdadeiro é um sentimento bruto que pode nascer do medo. Matarana, a cidade das aparências, onde nem sempre o mocinho é bom e o vilão, mau. Um romance country contemporâneo com mulheres fortes, homens destemidos, pistoleiros, matadores de aluguel e paixões devastadoras. A humanidade posta à prova em situações-limite.

Somos apresentados a Karen Lisboa, mulher de sangue quente que está entre dois pilares da cidade de Maratana, a família Dolejal e a família Marau (tem que escrever Dolejal primeiro, porque do jeito que o cabra é, sai do livro só para por o nome dele primeiro). Duas famílias “colonizadoras” daquelas terras que com o tempo ganharam força econômica e poder politico tornando-se rivais.

Ela, dona de uma pousada com pequenos bangalôs, está falida. Com um filho e a mãe para manter Karen buscou uma saída para o poço sem fundo que se encontrava. E para sair dessa ela pedia dinheiro emprestado para o Marau, porém não tendo como quitar a dívida ela pedia ao Thales Dolejal para quitar com o outro devedor e vice-versa, criando assim uma enorme bola de neve.

Enfim, nessa guerra Karen busca uma maneira de sobreviver. A personalidade da personagem é tão bem descrita e tão bem montada que fica impossível do leitor não se identificar, a Karen representa uma rudeza e fragilidade feminina de uma forma muito encantadora. Mas não é só ela não, temos também a Nova Monteiro.

A Nova veio para o centro-oeste investigar os métodos de contratação da mão de obra para os grandes latifundiários, ou seja, ela estava mexendo com os tubarões. Ela só não contava com Diabo loiro que se meteria no seu caminho.

Começa em Matarana a estação das chuvas e o prado se torna verdejante e úmido, transformando a paisagem hostil. A chegada do tráfico de óxi e de um antigo inimigo de Franco também transformará o cotidiano dos caubóis do cerrado. E Rodrigo Malverde abrirá fogo contra os velhos e os novos criminosos da cidade, sendo obrigado a se aliar ao homem que quer roubar a sua mulher.
Amor, sensualidade, ação, intriga e muitos tiros.

Não se iluda com as aparências...
AS PESSOAS BOAS NÃO ESTÃO MAIS AQUI.



E, não acaba por ai, não, temos também um delegado que quando comecei a ler sobre ele, pensei: Previsível. Porém, a Janice me mostrou que previsível sou eu. Está esperando um delegado paspalhão? Engano seu. Rodrigo Malverde é a segunda maior revelação dessa série para mim, a primeira também tem Malverde no sobrenome. Rodrigo ele vai tomando forma a cada conflito que se depara, revelando o que está além do seu distintivo. O delegado enfrentará desafios que o fará se aliar a certo latifundiário metidão de sobrenome Dolejal, seu inimigo e rival.

Mas Dolejal não estar sozinho, acompanhado do seu fiel e inseparável escudeiro, Franco.

Proteger o patrão era sua paixão, conhecido como Diabo Loiro, Franco não almejava nada mais que manter a vida do poderoso fazendeiro. Até ser arrebatada por uma jornalista baixinha querendo curar o coração de um amor não correspondido, mal sabia ele que não era a sua cura, era a sua doença. Agora com o coração na mão dela e a alma na mão de Dolejal, Franco se encontrara em uma posição de escolha.

O jogo começou.
Você precisa escolher o seu lado. E a sua lealdade será recompensada.
Decidido a se tornar o único dono de Matarana, Thales arma seu exército de pistoleiros, comandado por Franco, para invadir e tomar as terras do coronel Marau. Um ataque que mudará a vida de todos e deixará um rastro de mortes que atingirá até mesmo o braço forte da lei, Rodrigo Malverde. Nessa guerra, caberá às mulheres determinar o destino das pessoas que mais amam. Nova baterá de frente com o vínculo profundo entre os Dolejal, a firme intenção de evitar que o marido se transforme num assassino em série. Karen vingará o delegado e provará o seu amor deflagrando apenas um projétil. E Valéria terá de cuidar para não ser destruída ao destruir as defesas de um poderoso fazendeiro.
O cerrado arde em fogo no último livro da série.

Com a pouca experiência e conhecimento que tenho da Janice, pois apesar de ter lido duas séries dela ainda não consigo prever a autora e sinto que jamais poderei.

Como eu disse, durante a minha leitura houve dois personagens que se revelaram, me surpreenderam. Rodrigo Malverde (já dito) e Valeria Malverde. A Karen se destaca com sua força bruta, a Nova com sua ingenuidade e docilidade, porém a Valéria (Janice, não sei se você se orgulha de ter escrito essa mulher, se sim, dobre, triplique esse orgulho) é um tipo de mulher que com certeza, certas feministas pirariam. Mas, aos meus olhos a personagem supera-se. Sabe aquele tipo de gente que é pisado, quebrado, amassado, esfarelado, mas ainda se entrega e não tem receio de ser julgado? O tipo de gente que não sabemos se joga no espaço ou ergue altar? Essa é a Valéria. Tão bem descrita, estruturada, montada. Foi o meu amor nesse livro.

Sei que para você que está lendo pode parecer vago ou você que é leitora da Janice, está pensando que me esqueci de citar muita coisa, inclusive falar mais do Dolejal. É que a série me tomou de uma forma, que se eu falar mais irei acabar dando spoiler e para saber o que é Thales Dolejal tem que ler, sentir e viver. Eu jamais saberia falar da grandeza desse personagem, ele te fere, machuca, mata. Não é alguém que alcança a famosa redenção. Pare! Se você for ler algum desses cowboys em busca de redenção, a única remida é você, querida. Dolejal não se muda, só ama ou odeia.

Na verdade, eu acho que escrevi até demais, quando iniciei tudo que eu tinha na mente era “Leia agora, diacho.”

A escrita da autora é em terceira pessoa, intensa e real. Mais uma vez somos apresentados ao cerrado brasileiro com o faroeste americano.

Os livros podem parecer bem extensos, pois são historias densas, mas creio que a paginação deles esteja na média dos e-books. Além que a forma como é desenvolvido faz 50 páginas virar 5.

Gosta de cowboys e mocinhas loucas e piradas? Está esperando o quê? Corre e leia a série Matarana.

Espero que tenha gostado.

Beijos e um queijo!

Até a próxima!           



2 comentários:

  1. Elen,

    Sua resenha me deixou emocionada, motivada e muito feliz. Você é extremamente sensível e inteligente, absorvi aos poucos suas palavras por que não queria que elas terminassem nunca kkkk

    Obrigada por ter lido meus livros e por ter me presenteado com essa beleza de texto!

    Beijo enorme!

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    Respostas
    1. Obrigada, Janice. Fico muito honrada lendo isso, ainda mais vindo de você <3

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