[Resenha] A Última Música - Nicolas Sparks



Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte.O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida.

A Última Música // Nicholas Sparks // Romance //  Novo Conceito //  400 paginas // Ano: 2010 // Skoob // Compare e Compre



Oi pessoas! Tudo legal com vocês? Comigo vai tudo muito bem, mas e ai? Vamos começar? 

Falar do tio Nick é relativamente fácil. Conhecido por suas obras regadas de mel e açúcar, ele conquista nossos corações com a profundidade que  escreve sobre o amor. Alguns acreditam que ele encontrou uma formula do sucesso e usa em todas as suas obras, algum personagem importante morre – e isso não é nem considerado spoiler, porque o mínimo de conhecimento Sessão da Tarde, te diz isso – trazendo sempre uma enxurrada de emoções. Bom, se é verdade, não sei, mas dá certo. Porém, o que mais gosto – ­­e é isso que me faz muito fã de romances, é a forma que o amor é retratado e passado para o leitor. Isso é fundamental para o gênero, se você não o vê surgindo, nascendo, o romance não vale a pena. E o Nicholas teve todo esse cuidado, vi o amor e o perdão andarem lado a lado conquistando meu coração. 

Ronnie é uma garota de 17 anos que sofre com a separação dos pais, ela acredita que foi abandonada por seu pai e já não fala com ele há três anos, até que é obrigada a passar o verão com ele. Devo acrescentar que a personalidade dela não é nada fácil, sempre emburrada e vivendo no meio de encrencas, o que faz com que a mãe dela viva de cabelos em pé.

Enfim, lá vai a Ronnie e Jonah – seu irmão mais novo– sair da famosa New York e ir para o Sul, na Carolina do Norte. Pense em uma pessoa animada, alegre e divertida. Pensou? Pois é, se você achou que era a Ronnie, errou feio. O único assanhado era o Jonah. Eles, ou melhor, ela tinha como missão sobreviver a este verão, o que  não esperava era conhecer naquele fim de mundo um mecânico, jogador de vôlei, pescador, protetor de tartarugas e muito lindo de bonito (ufa! Viram que ele não é pouca coisa?) e cair de amores, né?





Jonah foi meu personagem favorito, ele me fez rir demais, aquele pequeno manipulador/chantagista, e me emocionou bastante também, com apenas 10 anos de idade ele me ensinou mais que duas décadas de vida.

Steve, pai da Ronnie, foi admirável, não teve como não me apegar a ele. Um personagem sensível, amoroso e forte. Me fez derramar muitas lagrimas durante a leitura.

O Will, ah, o Will...Meu mecânico lindo, sofrido e maravilhoso...Ele  é do tipo de mocinho que você se apaixona de imediato, não há ódio e depois amor. Com ele não tem como não ama-lo. Ele é extremamente espontâneo e leve. Sentimos cada detalhe pela forma que o autor retrata o Will.
No livro temos o ponto de vista da protagonista, do Will, do Steve e do Marcus que é um personagem secundário que arma alguns barracos. Todos narrados na terceira pessoa. Isso me cativou muito, nunca tinha lido um livro com tantos pontos de vista diferentes, e conforme você vai lendo, parece que o livro é dividido em parte um e dois.

Devido ao profundo ressentimento e problemas com o pai nos primeiros capítulos apesar da Ronnie conhecer o Wiil logo de cara, não vemos muito dele, é mais ela e o pais, é como se o autor quisesse nos dizer que antes de começar a amar outro homem, ela devia reaprender a amar o primeiro homem da vida dela, o seu pai. E, eu achei isso tão legal, fiquei tão encantada. Ver a Ronnie progredir no relacionamento com o pai, desconstruir magoas do passado e construir sorrisos futuros, assim quando ela passa a ter um envolvimento maior com o Will, o amor deles (que é recente, pois lembrando que o verão dura somente três meses) fica mais real, sabe? 

Me deixou louca ter tartarugas  – ah, eu amo tartarugas. Outra coisa que também me encantou foi a parte onde ela passa por uma situação e devido a suas atitudes passadas, ela acaba sendo presa e quando o seu pai vai ao seu socorro, ela não precisa se explicar, ele vira e diz: “Eu acredito em você.” E, cara, eu juro, quando li isso fiquei meia hora olha do para a pagina de tão forte que foi o impacto que provocasse em mim, me vi ali no lugar da Ronnie. Ciscos caíram nos meus olhos.




Estou apaixonada pelo livro, é encantador.  Estou dando quatro estrelas no Skoob porque fiquei bastante chateada com o desfecho da mãe dela. Mas enfim, tudo que eu precisava para sair da fossa de uma ressaca literária, era uma dose grande do Titio Nick. É muita dor, mas também muito amor. Amor que cura. Um refrigério. A leitura valeu muito a pena.

E vocês, já leram? Conte aqui para mim como foi.

Beijos e um queijo mineiro!

Até a próxima!

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